Resumos, anotações, livros e textos de interesse jurídico, político, filosófico, etc.

Apostilas para concursos Públicos e exame da OAB

Trabalhos Acadêmicos

Em uma economia mundial onde a informação é filtrada pela mídia das corporações globais, assim como ajustadas e sintonizadas com sua poderosa propaganda, quem irá defender o direito público de saber? E qual o preço que deve ser pago para preservar nossa habilidade de ser informado? (The Corporation)

A educação que liberta e a mão que escraviza  Socializam os prejuízos e privatizam os lucros: a pesquisa nas Universidades Públicas Estatuto do Instituto OCW Br@sil  Resumo do Projeto OCW Repercussões do Projeto OCW Ofício enviado à Reitora da USP pelo Instituto OCW Br@sil O Projeto OCW-USP e o Ensino Público Gratuito via Internet O projeto OCW-USP quebra o elitismo do ensino superior no Brasil O Projeto OCW-USP e o INCLUSP Os cursos a distância não democratizam o conhecimento e nem socializam os saberes Comentando o Projeto MIT-OCW Os quatro pilares da educação Internet e democratização do conhecimento: repensando o processo de exclusão social

Projeto OCW-USP foi sabotado:

O Projeto OCW-USP foi sabotado por alguns Professores, Diretores, Pró-reitores e pela Reitora da USP. Era um projeto inteligente e importante para a coletividade e para a maioria da população. Mas era um projeto que tinha um problema: foi elaborado por alunos.
Logo, as autoridades da USP não poderiam perder essa oportunidade. Agiram rápido para sabotar, paralisar e enterrar o projeto dos alunos. Assim, eles podem, futuramente, pegar o projeto e realizá-lo em seus próprios nomes. Fingindo que a idéia foi deles...
Professores, Diretores, Pró-reitores, Procuradores e a Reitora... Pessoas que nunca fizeram nada pela coletividade. Basta olhar para seus  currículos para se ver parasitas sugando a coisa pública. Nunca fizeram nada inteligente ou criativo em suas vidas, pois são medíocres. Não fazem nada que sirva à coletividade, à maioria da população, pois são da classe dominante.
Portanto, por serem medíocres e parasitas, por não possuírem nenhuma criatividade, eles precisam roubar os projetos inteligentes elaborados por alunos e que visam beneficiar a coletividade. É dessa forma que eles fazem seus nomes e sobem na vida: roubando idéias e projetos dos outros...
Em 2002 agiram da mesma forma na USP. Fiz o projeto e protocolamos pedindo apoio da USP. Não responderam. E, tempos depois, os cursos que tínhamos proposto no Projeto apareceram em uma Universidade Particular. Gente graúda da USP, autoridades importantes, atuam desta forma dentro da instituição. Sabotam e roubam os projetos dos mais fracos e depois tentam emplacá-lo em seus próprios nomes.

Agora fizeram a mesma coisa com o Projeto que nós criamos e chamamos de Projeto OCW-USP. Eu quero ver qual deles vai mostrar a cara para emplacar o projeto. Quando um deles botar a cabeça de fora, nós pegamos a corja toda. Farei questão de denunciá-los à coletividade e apontá-los como ladrões, pseudo-intelectuais, medíocres e parasitas da coisa pública.

Quero reduzir suas reputações a zero, a pó, retirando suas máscaras. Publicamente dizem que são gente de bem, aparentam ser gente de bem, mas por baixo dos panos são podres, são escórias, lixo da intelectualidade, agem contra o interesse público e em benefício próprio. Lembram da Carta do Pinotti ? Esta carta não é exceção. É a regra dentro da USP. É dessa forma que eles agem. Como ratos roubam, na calada da noite e sorrateiramente, a coisa pública.

Obstáculos à democratização dos saberes

Marcio Pochmann -- Agência Carta Maior -29/01/05

Avanço da democracia de massa requer a constituição de uma nova forma de disponibilização do conhecimento.

(...) Em certa medida e guardada a devida proporção, assiste-se hoje ao curso de uma tentativa organizada de ruptura à apropriação monopólica do conhecimento, talvez somente comparável ao que aconteceu durante a idade média.

Naquela época, por exemplo, os monastérios funcionavam como verdadeiras ilhas do conhecimento existente. Eram verdadeiros monopólios dos saberes até então existentes, com os escribas dominando o alfabeto e controlando privadamente as escrituras.

O sistema operativo da produção de tecnologia utilizada e a formação da mão-de-obra especializada eram propriedades não disponibilizadas livremente ao conjunto da população. Com toda essa centralização do sistema operativo, os monastérios eram centros de riqueza e fartura que se contrapunham à escassez e pobreza do conjunto da população.

O livro O nome da Rosa de Humberto Eco é bem emblemático do que representou, num certo momento histórico, o poder econômico e político concentrado pela apropriação não pública do conhecimento.

Em outros termos, o uso não democrático do conhecimento e da informação representou a composição e a prática do exercício do poder econômico e político vigente na época.

Somente com o aparecimento dos Estados nacionais e a proliferação das organizações populares é que se tornou viável o abandono da escrita e do conhecimento situado no estágio privado e comercial da apropriação e uso dos saberes.

Um dos componentes estratégicos do avanço da democracia de massa em pleno século 20 passou fundamentalmente pela constituição de uma nova forma de disponibilização do conhecimento.

De um lado, houve uma certa socialização do conhecimento básico por intermédio das escolas públicas, que contaram não apenas com financiamento público, mas com diversos softwares produzidos na organização e sistematização dos saberes viabilizados por políticas públicas nacionais, entre elas as industriais.

De outro lado, a regulação pública das economias nacionais a partir do segundo pós-guerra possibilitou o contingenciamento da concorrência oligopólica entre os grandes grupos econômicos na produção e difusão tecnológica. Nesse sentido, a mercantilização dos saberes e dos chamados bens culturais se generalizou, tendo muitas vezes a moeda como condição de acesso.

A democratização do conhecimento e a socialização dos saberes estão em jogo. Sua viabilização é possível, porém depende fundamentalmente da resolução dos seus obstáculos pendentes aos interesses econômicos e políticos associados às velhas formas de produção e controle do século passado.

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