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A revolução da Fraternidade |
Bem-aventurado os obstinados. Porque eles não conhecerão a derrota.
A Revolução Francesa firmou na História o lema: "Liberdade, Igualdade e
Fraternidade". Lema que foi dividido e se converteu em uma bandeira de luta.
Um lema e três lutas: uma por liberdade, outra por igualdade e a terceira
por fraternidade. Lutas contínuas que avançam de conquista em conquista. Não
apenas para conquistar mais liberdade, mais igualdade e mais fraternidade,
mas principalmente para se manter aquilo que se conquistou.
A primeira luta foi por liberdade. Ela não começou com a Revolução Francesa,
pois essa luta sempre existiu na História Humana, mas foi nessa Revolução
que ela apareceu com mais força, intensificando-se no século XIX. Inclusive
podemos dizer que o século XIX foi o século de luta pela liberdade do homem
e dos cidadãos, luta pelos Direitos Humanos, luta contra a opressão e
tirania do Estado.
A segunda luta foi por igualdade. Essa luta também não começou na Revolução
Francesa, pois ela sempre esteve presente na História Humana desde a
antiguidade. Contudo, foi na França que ela se transformou em uma bandeira
das classes sociais, intensificando-se exponencialmente no século XX. Assim,
o século XX foi o século de luta pela igualdade entre os homens. Luta pelos
direitos sociais. Época das revoluções comunistas.
A terceira luta é por fraternidade. E será travada agora, no século XXI. E
as primeiras batalhas já podem ser percebidas, por exemplo, a questão da
quebra de patentes dos medicamentos anti-aids, o software livre, You Tube,
Wikipédia, os movimentos de Seattle, a explosão das ONGs, os Fóruns Sociais.
Todos esses movimentos são traspassados por um fio comum que é a luta por
fraternidade entre os homens. A lógica do lucro está sendo quebrada, a
humanidade está se sobrepondo à mercadoria e ao preço. Você cobraria por um
medicamento anti-aids que salvaria a vida de seu irmão ? Você cobraria
direitos autorais e propriedade intelectual de um produto ou serviço que é
essencial para o crescimento e para a evolução de seu irmão ?
A resposta é única: não. Não cobra porque entre você e seu irmão há uma
ligação fraternal estabelecida pelo elo familiar. Essa ligação fraternal, de
repente, saiu do âmbito da família e está contaminando a humanidade. Basta
olhar para o Movimento anti-globalização, para os Fóruns Sociais, para as
ONGs sérias e compromissadas com a Justiça Social, Direitos Humanos, etc. O
mundo está mudando e tomando uma nova direção.
Uma saída sem
violência
Uma espécie de Clube da Luta, misturada com Matrix e V de Vingança...Tudo o
que precisamos é descobrir a verdade e revelá-la para todos. "A verdade vos
libertará", lembram disso...Os corruptos, os dominadores, os exploradores,
etc, baseiam o seu poder no segredo, nas coisas escondidas... Fazem o mal e
não mostram a cara. Nós sentimos o mal, mas não temos certeza de onde ele
vem... Precisamos ter certeza.
Precisamos armar para eles, pegá-los no fraga e revelar tudo nos mínimos
detalhes. Certamente, no tribunal essas provas (videos, áudios, etc) serão
consideradas ilícitas, pois o Direito Penal foi construído para proteger o
sistema e impedir ações revolucionárias, mas não estamos interessados em
saber o que o Direito Penal pensa de nós...
A idéia, resumida, é montar dossiês minuciosos com a vida dos inimigos da
coletividade e seus métodos de dominação e controle, assim como o mal que
praticam. Além disso, precisamos de uma mídia eficiente para revelar tudo e
manter a história completa no ar, acessível para qualquer cidadão, 24 horas
por dia... Com isso, podemos derrubar todos os poderosos e os grupos
dominantes...Limpamos a sociedade de uma vez por todas.
Certamente, precisamos ter policiais, promotores e juízes éticos e justos do
nosso lado, pois não adianta ter todas as falcatruas do larápio reveladas e
contadas em detalhes com a polícia, os promotores e os juízes ignorando tudo
e trabalhando contra nós. Se fizerem isso, temos que derrubar eles também.
A idéia não é mudar o sistema econômico, mas sim humanizá-lo e socializá-lo.
Fazer com que a máquina capitalista trabalhe em benefício de todos e que
todos ganhem na exata medida de seu trabalho e de seu conhecimento. E que
todos tenham as mesmas oportunidades... Nesse contexto serão nossos inimigos
e estarão na nossa mira aqueles que ganham com a desgraça alheia, com a
exploração, com a exclusão e com a escravidão do mais fraco... Temos que
mirar principalmente naqueles que param e inviabilizam as políticas públicas
destinadas aos mais pobres, a proteção ambiental, etc...É um começo...
Segundo, queremos mais democracia e mais liberdade. Portanto, o sistema
democrático tem que ser aprofundado. Chegou a hora da democracia
representativa dar lugar a uma Democracia Direta. Temos tecnologia que
permitem aos cidadãos participarem diretamente das decisões governamentais e
decidirem quais leis querem e quais não querem. Democracia Direta no
legislativo é o primeiro passo.
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Enfim, é uma idéia que precisa ser detalhada, mas que dá certo... E não
implica em usar a violência, tão-somente em contar a verdade para todo
mundo...
A doxa, a vida na
polis e a internet
Eu nunca leio um livro inteiro de uma vez. Assim que pego o livro vou direto
na parte que me interessa. Nos capítulos que me interessam. Portanto,
primeiro leio os índices. Isso é o que eu mais faço: ler índices de livros,
teses, dissertações, monografias, etc. Se não tem índice, folheio o livro
procurando as coisas que quero saber. Eu gosto de ir direto no ponto que
interessa, sem rodeios. Ler o índice das coisas economiza um tempão, sem
contar que você exclui um monte de informações inúteis, que não servem para
você naquele momento. Digo naquele momento porque em um outro momento
futuro, isso já ocorreu muito comigo, você tem que voltar ao livro para ler
os capítulos que deixou de ler na primeira vez.
Além disso, nem sempre as coisas fazem sentido na primeira vez que você lê.
Eu leio certas coisas e fico pensando: o que será que esse autor quis dizer
com isso ??? Não entendi nada do que ele disse... Mas de repente, um ano
depois, acontece alguma coisa e aquilo que eu li começa a fazer sentido.
Por exemplo, estou desenvolvendo uma Teoria da Liberdade para explicar a
escravidão nos regimes totalitários ( http://xoomer.alice.it/direitousp/texto32.htm
) e por isso estou lendo mais coisas sobre totalitarismo, nazismo, etc. Não
só lendo, como assistindo filmes e documentários. O conhecimento e o saber
estão colados em vários tipos de dados e informações. Por conta disso li
dois capítulos do livro "Política e Liberdade em Hannah Arendt", escrito por
Francisco Xarão - Ed. UniJuí - RS - 2000. E da leitura desses dois capítulos
descobri uma coisa interessante: a relação entre a política e a internet
pode ser explicada pela visão ateniense.
Vou explicar melhor a coisa. De acordo com o livro citado:
"Persuadir não era, para os atenienses, tão somente sujeitar por palavras a
opinião de outros à sua própria opinião. Persuasão era o meio pelo qual os
atenienses trocavam as suas 'doxai'. Para Sócrates, como para seus
concidadãos, a 'doxa' era a formulação em fala daquilo que 'dokei moi',
daquilo que me parece. A 'doxa' não era algo que seria provável ou
semelhante em referência a algum padrão definido, mas sim a forma pela qual
o mundo se revela aos olhos de cada um. O pressuposto dos habitantes da
'polis' era de que um mesmo mundo se abre a todos de maneira diferente pelo
fato de que cada um ocupa nele um lugar distinto. Consequentemente, apesar
das variedades de opinião, pela multiplicidade de posição que os homens
ocupam em um mundo comum, era natural para os atenienses que todos os que
possuissem 'doxai' fossem considerados humanos." (pag.60).
"A palavra 'doxa'significa não só opinião, mas também glória e fama. Como
tal, relaciona-se com o domínio político que é a esfera pública em que
qualquer um pode aparecer e mostrar que é. Nesta possibilidade de aparecer e
brilhar dos outros, considerada pelos atenienses como privilégio do domínio
público, é que os homens atingem sua plena humanidade. Todos aqueles que
viviam somente no domínio privado - a família (mulher e filhos) e os
escravos - não eram, por isso, reconhecidos como plenamente humanos."
(pag.60).
"Vida na 'polis': esta constituía-se no aparecer, com atos e palavras, em um
espaço público projetado para isso, onde os cidadãos podiam trocar as suas 'doxai'."(pag.86)
"A 'polis' era o lugar do agir e falar em conjunto, o espaço de aparição, no
mais amplo sentido da palavra, ou seja, o espaço no qual eu apareço para os
outros assim como os outros aparecem para mim, onde os homens existem não
meramente como coisas vivas ou inanimadas, mas fazem sua aparição
explicitamente."(pag.86).
Como é que eu relaciono isso com a atualidade. A internet nada mais é do que
a polis grega, ou seja, um espaço onde nós aparecemos para defender as
nossas idéias, as nossas visões, etc. Um espaço onde, através dos nossos
sites, blogs, orkut, chat, videos, etc formulamos aquilo que 'dokei moi',
aquilo que nos parece.
E assim, como a polis grega, a internet nos dá a possibilidade de falar e
sermos ouvidos, de falar e sermos rebatidos, de falar e sermos questionados.
Não há indiferença na internet. Há sempre interação, pois todo texto é lido.
Podem até não respondê-lo ou não comentá-lo, mas o texto é lido. E aquela
leitura irá aparecer em algum outro lugar, na fala de alguém...
Mas o mais interessante é que a internet está aberta para todos. É uma
'polis' universal. Não faz distinção, nem vê diferenças. Todos tem a mesma
possibilidade de trocar as suas 'doxai', expressar o seu 'dokei moi', aquilo
que lhe parece... É isso que fazemos aqui com os nossos textos, com as
nossas idéias, etc.
A Santíssima
Trindade
O mundo atual é controlado pela santíssima trindade: o capitalismo, o
cristianismo e a democracia. A Democracia garante a liberdade. O capitalismo
explora e o cristianismo ameniza. A Democracia garante a liberdade de ação,
a livre iniciativa. O capitalismo usa a liberdade democrática para explorar
e para oprimir, pois o que importa é o lucro infinito e tudo está a venda. E
o cristianismo acalenta as almas, impede as revoltas e condena os
subversivos ao inferno. Enfim, a Democracia dá o porrete, o capitalismo bate
e o cristianismo assopra.
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Os medíocres são facilmente substituíveis, pois são todos iguais. Porém,
aqueles que estão muito acima da média constituem pontos fora da reta. Estes
são insubstituíveis, pois são únicos. Einstein criou a Teoria da
Relatividade. Morreu sem acabá-la e até hoje ninguém conseguiu terminar o
que Einstein começou. Einstein é insubstituível.
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O futuro está aqui. Você pode não acreditar, mas está. Em outras palavras, o
futuro está dentro do presente. Contudo, ele está fragmentado, despedaçado,
dividido em milhões de pedaços. Por isso não conseguimos vê-lo
completamente, apenas pedaços de futuro no presente, mas está tudo aqui. Os
tiranos de amanhã ainda estão sendo amamentados ou estão na escola. O Estado
totalitário ainda está na prancheta. O controle de pensamento e de
pensadores ainda está em fase de teste. Vejam Catanduvas: que maravilha de
presídio para presos políticos, ou para intelectuais subversivos e
jornalistas fofoqueiros.
O futuro que irá se concretizar depende de como os pedaços de futuro no
presente se juntam e se ligam, ou seja, o cenário e os fatos de amanhã estão
sendo montados hoje. A essência desta observação é que podemos interferir no
resultado, induzindo variáveis. Para isto, precisamos apenas detectar e
aproximar pedaços de futuro no presente e catalisar uma ligação entre essas
partes.
Assim, determinaremos a formação do futuro que desejamos. Enfim, nós podemos
determinar o amanhã e construir o futuro agindo hoje, com nossas idéias,
nossos projetos e nossas iniciativas.
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A pulverização da
classe dominante
Existe uma classe ou apenas grupos dominantes ? Suspeito que tenha
acontecido uma pulverização da classe dominante em milhares de pequenos
grupos hegemônicos, cada um controlando e ditando as regras de uma área, de
uma temática.
Por exemplo, se o assunto é propriedade rural a classe dominante é
constituída pelos ruralistas e os dominados/oprimidos são os sem-terra,
excluindo-se desta relação dominante/dominado os trabalhadores urbanos. Se o
tema é proteção ambiental são as madeireiras, ou algumas Ongs, contra as
comunidades indígenas. Se a questão é Administração Pública, a classe
dominante é a burocracia estatal, ou seja, os burocratas são os opressores e
os cidadãos ou usuários do serviço público, são os oprimidos. Assim, o INSS
é o opressor, enquanto os aposentados são os oprimidos; as Secretarias de
Segurança Públicas formam uma classe dominante, enquanto que os Presidiários
e seus familiares são os oprimidos, etc.
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Coisas que não
tem preço:
Juiz de primeiro grau, incluindo o oficial de justiça, R$ 50.000,00.
Juiz Federal, com um delegado Federal embutido, R$ 100.000,00.
Desembargador com atendimento 24 horas, R$ 500.000,00.
Ministro do STJ, incluindo o irmão, R$ 1.000.000,00.
Fazer Justiça com as próprias mãos não tem preço.
Tem coisas que não tem preço. As outras sentenças você compra com um
Mastercard.
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Risco-Judiciário: 3000 pontos
Garantia de justiça: 0,1%
Garantia de injustiça: 99,9 %
O judiciário não se relaciona com justiça, mas ao contrário, é uma
instituição que garante as injustiças.
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A venda de sentença é mais um negócio do capitalismo globalizado. A justiça
virou um produto.
E, mais uma vez, quem tem dinheiro sai na frente, pois agora, talvez desde
sempre, a justiça é mais uma mercadoria que se pode comprar na esquina, na
internet, etc.
Se pessoas são vendidas, por que as sentenças e a justiça não seriam ?
E a tal segurança jurídica? O que acontece com ela depois dessa enxurrada de
venda de sentenças ?
Agora está bem claro: quem tem poder econômico compra a sentença, compra a
justiça, compra os juízes.
Será que os fazendeiros também estão comprando liminares para reintegrarem
posses de fazendas improdutivas invadida pelos sem-terra?
Será que os madeireiros estão comprando liminares e sentenças para
continuarem desmatando e derrubando as florestas?
Será que os industriais, os banqueiros, etc estão comprando liminares e
sentenças judiciais que declarem as greves injustas e obriguem os
trabalhadores a retornarem ao trabalho, garantindo, assim, a continuidade da
escravidão e da opressão patronal?
Será que os proprietários estão comprando liminares para despejarem as
famílias que ocupam terrenos e prédios vazios nas cidades grandes?
Será que os corruptos estão comprando liminares para trancarem processos ou
liberarem bens bloqueados pelos poucos juízes sensatos e coerentes?
Em todos esses casos o poder econômico, com sua infinita capacidade de
corrupção, é uma das partes, enquanto na outra estão os Hipossuficientes ou
a coletividade.
Um Ministro do STJ custa R$ 1.000.000,00. Quanto custaria um Ministro do
Supremo?
A justiça brasileira é suspeita de prostituição. É injusta e está a venda.
O próximo passo será o leilão de sentença e de decisões judiciais. Quem paga
mais, leva.
Quem acredita na justiça do judiciário brasileiro, também deve acreditar em
ET de Varginha, Saci-Pererê, mula sem-cabeça, coelhinho da páscoa, Papai
Noel, etc.
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Revolução Negra
A coletividade é negra, ou seja, a maioria da população brasileira é
composta por negros. Logo, o poder do Estado pertence aos negros. O poder do
Estado tem que ser exercido pelos negros e em benefício dos negros.
Está na hora de acabarmos com a hegemonia e a tirania dos brancos sobre os
negros.
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Direitos Humanos é para classe dominante. É coisa de rico. Para criminosos,
pobres, negros e demais minorias excluídas só existem Direitos Desumanos.
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A Igreja tem
razão em criticar o governo
As políticas sociais do governo estão reduzindo as desigualdades e acabando
com a pobreza. Isso é um grave problema para as igrejas, sejam evangélicas
ou católicas, que se desenvolvem e proliferam nas periferias e em áreas de
extrema pobreza. Se o governo acabar com os pobres quem é que as igrejas vão
enganar e escravizar ? Quem é que vai alimentar os seus cofres, seja do
Vaticano ou do Edir Macedo ? Deus é necessário na vida do homem, pois o
homem precisa de Deus, mesmo não acreditando nele. Contudo, determinadas
correntes religiosas só servem para enganar os humildes, confundir os de
pouco conhecimento e roubar o peregrino de boa-fé.
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Perguntas
difíceis de responder:
"A Democracia é importante em um país no qual a maioria da população não
sabe se terá a refeição do dia seguinte? Quem ganha com a Democracia? É
relevante a liberdade de expressão em uma nação onde 65% dos indivíduos são
analfabetos funcionais? Há Democracia e Justiça em um país no qual os juízes
e tribunais são parciais e não cumprem a Constituição? O que você prefere:
roubar, traficar e matar ou morrer de fome?"
Conclusão: Com um salário de R$ 2.000,00, ou mais, é fácil defender a
democracia de fachada, o direito inconstitucional, a justiça parcial e a
liberdade de impor expressão, inclusive com unhas e dentes. Contudo, o povo
suporta alegremente uma ditadura que lhes dê emprego e mesa farta, pois
Democracia "não enche barriga".
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A Fuvest é um vestibular inteligentíssimo. Eles pedem livros e contos que,
durante o vestibular, a maioria dos vestibulandos pensa ser uma leitura
inútil. Mas não é. A literatura também é uma arma perigosa se for manejada
com maestria. É um exemplo disso o fato dos regimes totalitários prenderem e
matarem os poetas e os escritores.
Lembro-me de quando prestei o vestibular da Fuvest. Li todos os livros,
incluindo Machado de Assis, Guimarães Rosa, etc. Contudo, o livro que achei
mais interessante e próximo da realidade atual foi o "Macunaíma" do Mário de
Andrade. Vivemos em um país de macunaímas, golpe em cima de golpe,
picaretagens embaixo de picaretagens, safadeza atrás de safadeza.
Mas além desse livro, um outro texto também me chamou a atenção. Foi "O
Velho do Restelo" de Camões. Também vivemos em um país cheio de velhos do
restelo. Gente que tem o corpo no século XXI, mas a cabeça continua no
século XVIII. Gente que só sabe dizer: "Isso é impossível. Isso não dá
certo. Isso não funciona... etc".
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Acredito que:
► Nada é mais subversivo e revolucionário do que a distribuição pública,
livre e gratuita do conhecimento, pois a instrução e a sabedoria são fontes
catalisadoras de mudança e de revolução.
► O conhecimento produzido e retido nas Universidades Públicas tem que ser
democratizado e distribuído gratuitamente, pois as instituições públicas são
mantidas com dinheiro da coletividade, dinheiro do povo. A obtenção do
diploma deve derivar de mérito (vestibular), mas o acesso ao conhecimento
deve ser livre, público e gratuito.
► A criminalização das drogas é uma estupidez que tem que ser eliminada,
pois ela transformou um problema de saúde pública em uma guerra civil
violenta. No contexto atual é melhor enfrentar uma epidemia, oriunda da
descriminalização, porém tratada em hospitais e por médicos; do que
continuar alimentando essa guerra idiota contra o narcotráfico, os
narcotraficantes e os crimes derivados. A descriminalização pode matar de
overdose, porém só atinge os usuários de drogas, enquanto a proibição mata
não só de overdose, mas também a tiros e atinge a sociedade como um todo,
podendo acertar qualquer.
► É impossível eliminar completamente as desigualdades de um determinado
sistema. Além disso, algumas desigualdades devem existir, pois são elas que
possibilitam a evolução. Contudo, não se deve admitir índices tão
acentuados, principalmente de diferenças sociais. O capitalismo selvagem e
gerador de desigualdades tem que ser domado e domesticado.
► A democracia não precisa de deputados e senadores. Os cidadãos não
precisam de intermediários para expressar sua vontade. Além disso,
atualmente, temos tecnologia e recursos para re-configurar a democracia e
possibilitar a participação direta das pessoas nas principais decisões da
nação e na aprovação das leis. Por isso pretendo acabar com o Congresso
Nacional e com a figura dos deputados e senadores. Contudo, isto só será
possível por meio de um golpe de Estado, da dissolução do Congresso e da
elaboração de uma nova Carta Constitucional (uma nova Constituinte). O atual
Congresso, movido a mensalão, pizza, propina e corrupção, não tem autoridade
moral, interesse ou vontade, e nem terá, em fazer mudanças desse tipo.
Justificando, portanto, a realização de um golpe de Estado. Um golpe que não
visará tirar o poder dos cidadãos e cedê-lo a uma classe, mas sim tirar de
uma classe e devolvê-lo integralmente aos cidadãos. Está na hora da
democracia representativa evoluir e se transformar em uma democracia direta.
Os cidadãos atingiram a maioridade e pedem de volta o poder que cederam aos
representantes legislativos. Todo poder ao povo e pelo povo.
► De acordo com os jornais, o referendo custou, ao Brasil, cerca de R$ 274
milhões, enquanto que o Congresso Nacional custou, no ano de 2005, cerca de
5,3 bilhões (Texto completo). Isso sem contar os mensalões, as propinas, os
desvios, etc. Portanto, montar um sistema de democracia direta sairá bem
mais barato do que manter um monte de ladrões roubando o país em Brasília.
Temos que acabar com o Congresso Nacional, antes que o Congresso acabe com o
Brasil.
► Luis XIV (1638-1715) dizia: "O Estado sou eu." Era o absolutismo e o
Estado realmente era o rei, inclusive o pagamento de impostos visava a
formação do patrimônio pessoal do monarca. Com o advento da Democracia o
poder saiu do rei e passou para o povo. Hoje o povo, e não os governantes,
podem dizer: "O Estado sou eu." Isso tem que ser lembrado sempre,
principalmente em épocas e para governantes que querem submeter o povo ao
Estado, que querem fazer prevalecer os interesses do Estado (geralmente
interesses próprios de quem governa) sobre os interesses do povo. O Estado é
o povo e o Estado deve trabalhar pelo povo.
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O poder do
indivíduo no mundo globalizado
Somos adestrados, desde de pequenos, a sermos fracos e impotentes diante dos
sistemas vigentes. Aprendemos a acreditar na fraqueza do indivíduo diante do
Estado, da religião, da família e do poder dominante. Enfim, somos
treinados, desde de criança, a sermos dóceis e, portanto, facilmente
domesticáveis. É a subserviência inculcada na pessoa desde o berço.
Contudo, os tempos mudaram e a coragem para enfrentar um sistema, uma
qualidade rara até então, se disseminou pelo planeta e se tornou comum nas
sociedades. Uma evidência clara disso foi a ação de Bin Laden. Um homem e
seu grupo desafiando e enfrentando a maior potência da terra.